Filhos de Flávio José e Amazan conquistam espaço na música


Tradicional celeiro de forrozeiros, a Paraíba tem agora uma nova safra de músicos que tentam, aos montes, alcançar o sucesso nos palcos. Para muitos, é um sonho inviável. Outros nascem com um trunfo nas mãos, ou melhor, no DNA. São filhos de grandes nomes do estilo que agora tentam lançar suas carreiras próprias, mas sem querer usar os pais como escada para o sucesso.

É o que acontece com Lara Amélia (foto), 19, cantora e sanfoneira que está finalizando seu primeiro CD, Entre Linhas e Versos, com lançamento previsto para setembro deste ano. Lara faz questão de desvencilhar as possíveis relações entre seu nome e de seu pai, Flávio José.

"Não me sinto bem sendo anunciada e conhecida apenas como filha dele (Flávio José), prefiro ser só Lara. O que ele precisava fazer, já fez, que foi despertar a curiosidade para a música em mim, me apoiar, e ajudar a desenvolver esse dom", desabafa a cantora.

Ao pai, diante da determinação da filha em seguir a carreira na música, só resta aconselhar. "Eu dou total apoio. Mas sempre digo para ela continuar estudando. Ela pode fazer os dois, o que der certo primeiro, ela segue", diz o cantor.

Para Flávio José, o importante é que ela se sinta apoiada nessa nova jornada. "Quero dar a ela mais do que o apoio que eu recebi da minha família, na época em que enveredei na música", afirma Flávio.

PRECOCE

O forte apoio também ajudou Luan, 20, a concretizar o seu desejo de seguir a carreira musical. Filho de Amazan, ele afirma que seu pai é seu maior fã. "Ele me incentiva demais! Quase todo ano ganho uma sanfona nova dele", comemora.

Precoce, Luan gravou suas primeiras músicas aos 11 anos.

Depois disso, o ingresso no mundo da música foi inevitável, e o cantor passou a tocar sanfona nos shows do pai.

Apesar da pouca idade, Luan, conhecido como ‘Luan Estilizado’, já galgou seu espaço independente da fama do pai. Prova disso é a agenda lotada para o final de semana e a recente apresentação que fez, no Forró Fest, no mesmo palco que Dorgival Dantas e Alcymar Monteiro. "Ser filho de Amazan abre portas demais. Mas hoje eu posso dizer que, em muitos lugares na Paraíba, eu sou conhecido só pelo meu trabalho", diz, orgulhoso, Luan.

Lara e Luan são apenas dois exemplos dessa nova geração de descendentes de músicos paraibanos. Temos também Mayara Gonçalves, filha do cantor e compositor Fuba, que integra o Forró das Mina.

E as crias não se limitam apenas ao forró. O cantor Cicinho Lima, filho de Pinto do Acordeon, por exemplo, já apresenta a terceira geração: seus filhos formam a dupla sertaneja João & Gregório.

JP Online
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