Lira anuncia reunião para decidir rito de impeachment e crê que decisão sai antes de 180 dias


O senador Raimundo Lira (PMDB), presidente da Comissão Especial Processante, afirmou que se reunirá às 16h desta quinta-feira (12) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para discutir a segunda etapa dos trabalhos da Comissão que analisará o mérito das denúncias contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

O peemedebista ainda defendeu um “prazo justo” para o julgamento final da matéria. “Nós vamos nos reunir, a partir das 16h, no gabinete do senador Renan Calheiros, com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski.

A partir dali, vai ser divulgado o rito da segunda etapa da Comissão Especial Processante. Esse rito, ao que tudo indica, será o mesmo que foi usado em 1992. A nossa intenção e a intenção do presidente do Supremo é não modificar para evitar qualquer possibilidade de judicialização”, disse.

Raimundo Lira declarou que a Comissão irá garantir o amplo direito de defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), mas ponderou que 180 dias geraria muita expectativa no país.

“Isso não é bom e encurtar o prazo também não é bom porque precisamos garantir o amplo direito de defesa a quem está defendendo a presidente Dilma. Vamos dar um prazo que seja justo e que seja bom para o país e para a defesa”, assegurou.

Ele também elogiou o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) que opinou pela admissibilidade da abertura do processo de impeachment de Dilma.

“O relatório do senador Anastasia foi consistente, tecnicamente bem feito e isso mostra exatamente o perfil do nosso senador que chegou, professor de Direito Constitucional e nós cumprimos rigorosamente o rito da primeira etapa da Comissão Especial do Impeachment e o resultado foi a vontade da maioria que se manifestou através do voto”, falou.

Lira ainda justificou sua cautela em não antecipar seu posicionamento sobre a matéria.

“Eu precisava continuar com o máximo de imparcialidade, uma posição suprapartidária e exerci o meu direito pessoal de voto sem entrar no mérito da denúncia”, explicou.

O plenário do Senado Federal aprovou às 6h34 de hoje a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Foram 55 votos a favor e 22 contra. Com a decisão, ela fica afastada do mandato por até 180 dias, até o julgamento final pelo Senado. Com o afastamento de Dilma, o vice Michel Temer (PMDB) assume como presidente em exercício.

Blog do Gordinho

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