Cagepa confirma a presença de cianobactérias no açude Boqueirão

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Com a crise hídrica registrada nos 19 municípios abastecidos pelo açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), a população vive na iminência de um colapso total com a redução do volume do manancial, que hoje está com apenas 9,4% do total da sua capacidade, que é de 411,6 milhões de metros cúbicos. Diante da situação, a Cagepa confirmou a presença de cianobactérias existentes nas águas do reservatório, mas garante que até o momento essas algas não implicam risco para a saúde da população e está dentro dos padrões de portabilidade do Ministério da Saúde. O monitoramento da água é feito pelo laboratório de Ecologia Aquática da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

De acordo com informações da Cagepa, não existe risco para a saúde da população que recebe as águas de Boqueirão porque não está ocorrendo a lise (morte) da célula. Em todos os meses de monitoramento, constatou-se densidades na faixa de 10.000 células por mililitros, conforme a Cagepa – o máximo permitido pelo Ministério da Saúde é de até 50.000 células por mililitro.

“O processo de tratamento de água da estação de tratamento Gravatá está sendo eficiente. As algas estão ficando retidas nos processos de decantação e filtração. As cianotoxinas têm sido monitoradas na captação e na saída da estação de tratamento de água, e os valores apresentados estão abaixo dos valores máximos permitidos pelo Ministério da Saúde. A Cagepa também está realizando o monitoramento das cianotoxinas nas entradas da rede de abastecimento dos hospitais que realizam hemodiálise”, afirmou nota emitida pela assessoria de imprensa do órgão.

As águas do açude de Boqueirão são monitoradas semanalmente e até o momento não há previsão de corte no abastecimento antes do previsto, que é fevereiro do ano que vem, quando o manancial deve secar caso não chove até lá.

Efeitos da intoxicação por cianobactérias

Segundo a cartilha sobre cianobactérias da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), as toxinas podem ser responsáveis por surtos de doenças agudas ou crônicas, dependendo da dose, tempo de exposição e maneira de contágio:

A inalação de gotículas de água por aspersão durante a irrigação com água contendo muitas cianobactérias pode produzir sintomas alérgicos semelhantes a rinite, conjuntivite e bronquite aguda;

O contato pode desencadear irritação ocular, conjuntivite, dermatite, obstrução nasal, asma, entre outros;

A ingestão acidental de água com doses elevadas de toxinas pode provocar intoxicações agudas, caracterizadas por um quadro de gastroenterite com diarréias, vômitos, náuseas, cólicas abdominais e febre ou hepatite com anorexia.

De Olho no Cariri
Com Jornal da Paraíba

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