Infestação de caramujos preocupa moradores de João Pessoa

caramujo africano

O caramujo africano pode transmitir doenças graves (Foto: Ilustração)

Uma infestação de caramujos africanos está tirando o sossego de moradores em vários bairros de João Pessoa. Segundo eles, com a chuva dos últimos dias a situação ficou ainda pior. O morador Humberto, do Castelo Branco, divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando a situação em praças do bairro. O coordenador do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses da Capital, Nilton Guedes, informou a redação do ClickPB, que ainda nesta segunda-feira (20), equipes estarão realizando uma avaliação no local para combater o molusco.

Nas imagens, divulgadas pelo morador, mostram muitos dos moluscos espalhos e em grandes quantidades na areia molhada pela chuvas. Além dos caramujos africanos, ele também encontra escorpião. “Eu consegui juntar no balde aqui, bastante aqui. Só chover que eles começam a aparecer mais ainda. Preocupação constante não só com a minha família, mas com a vizinhança também”, afirmou.

Nilton Guedes, coordenador do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa explicou que o caramujo africano é uma praga que se adapta bem a qualquer ambiente que tenha lugar pra ele se esconder, normalmente come folhas e se multiplica muito rápido. “Ele é resistente a temperaturas mais altas e secas porque ele se enterra no solo nesse período e quando a umidade está adequada e a temperatura, ele sai para se reproduzir”, explicou.

O coordenador da prefeitura disse ainda, que não é indicado aplicar veneno, o certo é pegar e jogar fora. “O controle é feito pela catação manual, a pessoa protege as mãos com saco plástico ou com uma luva, coloca esses caramujos em um balde com água e sabão e espera por algumas horas até que todos morram. Depois de mortos você escorre a água e recolhe os caramujos mortos, de preferência inteiros, no saco de lixo e coloca para o serviço de coleta para ser recolhido e levado ao aterro sanitário”, informou.

O caramujo pode transmitir doenças graves. De acordo com o gerente de Vigilância Epidemiológica de João Pessoa, Daniel Araújo, ainda não tem o registro de nenhuma pessoa ter sido acometida por doença provocada pela praga. “O contato com o muco pode ocorrer um parasitismo. Existem relatos que ele pode causar meningite, mas caso do tipo nunca ocorreu na cidade”, esclarece.

ClickPB

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